domingo, 5 de julho de 2009

Aforismo


Política - O que não gosto na política é o que ela tem de religião. E vice-versa. E tem muito de uma na outra.
Não gosto de ser dramaticamente convidada pra um evento. O que a religião e a política fazem é criar drama para conquistarem novos adeptos.
Não tenho partido, tenho pátria. E não tenho religião.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Saudosismo


Meu saudosismo toca o som de um novo coração,
Esses pedaços de saudade dos cheiros, dos amigos,
dos ombros que fizeram vida de algo inanimado.
Um quebra-cabeça que funciona ao contrário.
As peças desmontam, se espalham e somem com o tempo.
O papel amarelado, só guarda a memória de um dia,
de um sorriso, de um afeto, de um desafeto,
da ventura desaventurada que é o tempo passando...
Escapam os segundos,
Mas não escapa a lembrança.

Todas as rugas que vimos nascer,
todos que vimos morrer.
Os fins de semana com a família,
As tardes que não duraram o suficiente,
em lugares ordinários,
de demasiada magia.
Infinito que não cabe na gente.

E sempre será:
Eu nunca mudei,
meu endereço e meu telefone ainda são os mesmos...
mudança é o caminhão que chegou na casa do vizinho.



Não é justo um lamento.
Como não é junto não relembrar.
Sem lamento tem jeito?
Nem mesmo consigo tentar...

Desculpem, mas fui injusta.


Elisa

(Acho que tô com síndrome de Peter Pan) =P

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Comunicante, comunicado


O que era aquilo senão um cometa cadente rasgando o céu?
Já passou, já passou.
Não vai voltar.


Elisa

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Estrelas cadentes


Vive-se pouco para ver estrelas cadentes,
menos ainda para sonhar com elas.
Devo admitir que já vivi demais.
Entretanto, não o suficiente.


Elisa

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Proximidade



Triângulo > Retângulo

-Dois está para um, assim como um está para dois.-

Não ser um dos pontos que ligam a reta da hipotenusa:
Eis o modo de ser o ponto que converte as duas retas de menor distância em um triângulo retângulo.

Elisa

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Você só


Sonhei que eu estava no seu jogo,
que você era meu par,
meu mar, meu ar...
Sem você não tem dois,
não acontece nada,
nem mesmo posso respirar...

Elisa

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Música de carnaval


Você escreveu melodias na minha memória;
no meio da estrada,
a luz teimava em brilhar fortemente,
todas as cores se uniam em um só ponto dolorido...
colorido na cabeça,
mesmo que ela estivesse quase inexistente.

Você canta e faz a minha cabeça parar.
caminha por sons desconhecidos
que se fecham em um círculo.
-essas canções são você?

Todo canto é de longe uma alegria,
toda despedida é de perto uma tristeza,
o que sente saudade fica tristemente alegre quando perto.
Todo constrangimento torna desprezível a realidade,
toda intimidade acaba por constranger.

Elisa

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Faz sentido AGORA


O melhor modo de apagar uma história é não contar a ninguém.
Até que um dia ela se apague ou se transforme em uma dúvida até mesmo pra quem a viveu. Deixando a curiosidade de ter realmente vivido ou de ter sonhado (ou ter tido um pesadelo). Eleger as glórias a serem contadas(e, quem sabe, aumentadas) e destruir os fracassos, frustrações e desilusões a serem esquecidos. Se não se lembra do tudo na vida porque não escolher o que vai se lembrar? A vida vai se tornando uma ferida aberta que se não se mexe: cicatriza, mas que se cutucamos pode até mesmo provocar uma hemorragia. Um sistema de relações humanas duras, de duras penas. Saber do que se fala é um privilégio para poucos. Saber calar é uma tortura necessária pra quem sabe falar. Não é a fala que distingue os homens em coragem, nem o silêncio é o que os diferencia em covardia. Esconde-se o terror porque falar do terror é tornar a vivê-lo. Se as lições podem ser tiradas de sentimentos fúnebres por que não pode se reforçar sentimentos bons relembrando-se deles? A eterna necessidade do sentimento de culpa pra se solidarizar. E no que adianta? Nada. Ainda sim há guerra, há loucura, há o pessimismo. E também, uma identificação e vangloriarão do que é "mau" e do que morre ou mata (que seja pelo bem).
Não como um sentimento universal, mas como um sentimento único. Um silêncio que fala por si só. Que procura não apenas a paz mundial, mas que faz sua parte pelo caráter intimista.
"Hoje você teve pesadelos?" - foi a pergunta feita.
O silêncio foi a resposta.

Elisa

domingo, 30 de novembro de 2008

Musicando Maio de Dois Mil e Oito


As músicas continuaram as mesmas,
em duas, três ou mais semanas,
Por inércia.

_Mas você mudou, não mudou?
A pergunta acertava em tentar responder.
Era tudo o que não me cabia mais escutar,
depois daqueles dias.
O ouvido que escutou aquelas velhas canções,
suplicava por uma nova melodia.
O compasso conhecido das repetidas músicas
já não acompanhava os novos acordes da vida.

Elisa

terça-feira, 18 de novembro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

adivinha

o que é o que é...

-Que é feio e ninguém gosta?
-De ser cobrado.

Da vontade de viajar

É tão bom não estar em casa
Só pra poder voltar.
Ah! Quantas coisas o mundo tem a oferecer.
Em quantas fontes eu ainda tenho que beber,
quanto reconhecimento de afeto ainda existe.

Conhecer o mundo,
ir pra qualquer lugar.
Como é bom viajar.
De cada lugar uma lembrança,
uma vivência singular,
uma experiência surreal.

Nas viagens é onde se descobre segredos,
Encontram diferentes,
Viajar significa não estar só.
Não dessa solidão nostálgica.
É permitir um presente que se renova,
e não dá chance ao passado,
que com pesar de ser esquecido,
teme em dizer adeus.

Ir pra praia,
colocar os pés no mar.
Ou abrir os braços no alto de uma montanha.
Só pra esticar os dedos e sentir o vento,
que dentro de nossa casa não vem nos visitar.
Que vontade de ir ali,
que vontade de sair,
de me mudar,
passar por aventuras, ficar perdido, sentido fome.
Ir do nada sem saber se vai voltar.
Só de lembrar...
Solidão? Liberdade? Insegurança?
Nenhum chão deve ser tão firme que garanta a eternidade.
Todo tempo é tempo demais.
Fugaz,
quem sabe um dia eu consiga voltar.

Elisa

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Dieu

Que linguagem vulgar a sua
-quando não sabe o que falar,
gesticula,
porque complica tanto,
se expressa direito!
Quando amontoa, pior é.
esse mal de ser social,
-sociável?
quando dois, diferente é.
quem é você quando fora daqui?
comunicar perto,
eu acho que sei quem você é.

Elisa

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Versos singelos....

For a friend

i think we are best friends,
i think i like this
itsn't hard to like you
we don't see ourselves often
sometimes, maybe this will change...
if this happen...
i know if we can meet,
you will be me
and i will be you,

every letters we write,
secrets we divide.
dear friend,
we found ourselves.
and we'll never get lost
i'm sure!

Elisa